Reignbreaker é Hades com um toque punk – Review

reignbreaker review

Confira neste texto o nosso review de Reignbreaker.

O gênero roguelike já era famoso na indústria dos games, com nomes como Dead Cells, Enter the Gungeon, Slay the Spire e mais, além do saudoso The Binding of Isaac, mas arrisco dizer que o gênero foi extremamente impulsionado durante a pandemia em 2020, com o lançamento de Hades.

Hades não só trouxe inúmeras melhorias e novidades para o roguelike, mas também apresentou o gênero pra muitos jogadores que sequer sabiam o que era um roguelike, e dá lá pra cá muitos outros jogos do gênero foram publicados.

Com uma grande gama de jogos dentro do gênero, é normal que a gente veja a qualidade diminuindo aos poucos, devido à saturação e a falta de inovação, mas em meio à tantos que não se destacam, há outros jogos que merecem uma atenção maior.

Na pele da rebelde Clef

Reignbreaker coloca os jogadores na pele da rebelde Clef, uma personagem destemida que está determinada a livrar o mundo da opressão do Reino, enquanto sitia og rande Bastião da Rainha.

Controle a personagem Clef em um mundo punk medieval distópico, enfrentando máquinas medievais hostis de alta tecnologia que irão te jogar para cima de inúmeras armadilhas e te impedir de vasculhar as áreas e acumular riquezas em conjunto com a dificuldade de um roguelike: Morra, e recomece a fase do zero.

Captura por @otaldomarcosh

O espírito Roguelike está presente em Reignbreaker

Tal como inúmeros outros jogos do gênero Roguelike, cada vez que você morrer e voltar à vida, Clef estará mais forte do que antes, com lanças motorizadas diferentes desbloqueáveis durante sua jornada, habilidades desbloqueáveis e mais.

Cada uma de sua run tem dificuldades variadas mas que recompensam o jogador de inúmeras formas, inclusive no quesito visual, que dispõe de um estilo artístico único e com fases desenvolvidas à mão.

roguelike em reignbreaker
Captura por @otaldomarcosh

Um jogo com muito potencial mas que deixará um legado

Infelizmente nem tudo são flores e dessa vez nem estou falando da qualidade técnica de Reignbreaker, mas sim do Studio Fizbin, os desenvolvedores por trás de Reignbreaker.

No final de 2024 a Thunderful, a publisher por trás do jogo acabou reduzindo drasticamente o desenvolvimento interno, fazendo com que algumas demissões venham a acontecer, sendo o Studio Fizbin a primeira delas.

Esse é um fato curioso, já que o estúdio fundado em 2011, que teve jogos como The Inner World, The Inner World: The Last Wind Monk, Say No! More, Minute of Islands, Lost at Sea e por último Reignbreaker, foi adquirido em 2023 pela Thunderful, um ano antes da publisher tomar à decisão.

É uma pena ver como o estúdio conseguiu acertar em um projeto e não veremos mais disso rolando no futuro.

Captura por @otaldomarcosh

Vale a pena jogar Reignbreaker?

Cheguei no momento do texto em que terei as minhas opiniões mistas, afinal, Reignbreaker é um jogaço, que irá te prender do início ao fim e se mostra ser um jogo à altura de HADES, o queridinho dos Roguelike.

Entretanto, à que custo devemos adquirir Reignbreaker sendo que o estúdio teve seu encerramento confirmado pela Thunderful?

De fato os desenvolvedores receberam sua parte por desenvolver o jogo, mas tudo o que será arrecadado por Reignbreaker provavelmente partirá para outros projetos dentro da Thunderful, ao invés de ficar às mãos da equipe que conseguiu desenvolver um jogo com essa qualidade.

Como disse, aqui fico em opinião mista. Considerando o fato do jogo ser bom ou não, ele é altamente recomendado pra qualquer um fã de roguelike e até mesmo pra jogadores que possam estar querendo entrar no gênero, sem passar pelo óbvio HADES.

Agora, se você pensa em ajudar um desenvolvedor pequeno para trazer grandes outros projetos como esse, saiba que será um dinheiro mal investido, seguindo essa ideia.

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Fundador do Save State / Editor-Chefe da Nerds da Galáxia / Redator do Critical Hits e Trecobox. Cursando Bacharelado em Jornalismo. Amante do Mundo Aberto, Assassin's Creed, FIFA e mais,