Monster Hunter é uma das franquias mais antigas e consolidadas da Capcom, e uma das mais valiosas em termos de vendas, com o World sendo o jogo mais vendido da história da Publisher japonesa. Um jogo que por muito tempo foi encontrado apenas em dispositivos portáteis, hoje está cada vez mais “mainstream”, mais fora da bolha.
E a poucos dias atrás, tivemos o lançamento do novo jogo da franquia, Monster Hunter Wilds, do qual vamos dar nossas impressões aqui neste texto. E devo dizer, o jogo já é um sucesso absurdo, com três dias de lançamento, já alcançou 8 milhões de cópias vendidas. Um sucesso comercial, sem dúvidas, mas isso se reflete no jogo em si?

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Vamos começar por baixo
Não consegui jogar Monster Hunter Wilds no lançamento, infelizmente, por problemas da vida adulta (não tive tempo), mas acompanhei um pouco como estava a recepção do jogo em seu lançamento. É claro, o que sobressaiu foi o sucesso absurdo que o jogo teve, alcançando na steam o número inacreditável de um milhão e trezentas mil pessoas simultâneas, podemos dizer com certa tranquilidade que o jogo não é mais de nicho.
Porém, mesmo fazendo tanto sucesso, tendo tantos jogadores simultaneamente, um fato chamou a atenção de muita gente: a média das notas do jogo na Steam. É de conhecimento geral que podemos avaliar a nossa experiência em um jogo, independente de onde jogamos, e se compararmos as notas de público de console com as de PC, era visível a diferença. E por quê?
Performance
Nos últimos anos, tivemos muitos jogos cuja versão de PC se encontrava muito inferior as versões de console, mesmo que sendo muito mais poderoso. Isso ocorre por um simples motivo: otimização. Felizmente este é um problema que tem sido menos comum ultimamente, porém, o mesmo não pode ser dito de Monster Hunter Wilds.
Aparentemente (digo isso pois não testei no PC) a versão de PC estava enfrentando graves problemas de performance no lançamento, como quedas de frame pesadas e bugs em geral. Testei o jogo no PS5 Pro, e tive uma experiência muito satisfatória, utilizei principalmente o modo qualidade e tive algumas quedas em momentos específicos do jogo, mas nada que incomode. Apesar de não ter tido problemas, é bom deixar claro que existem, dependendo de onde jogar.
Acessibilidade em foco
Falando mais diretamente sobre o jogo, um ponto que queria citar pois acho este um dos mais importantes neste jogo, é o fato de o jogo estar muito mais acessível para um público maior. E neste caso, não estou falando em relação a acessibilidade para pessoas com deficiências (que também existe aqui), mas sim em relação a ser uma porta de entrada para uma audiência nova.
A jogabilidade aqui é muito mais simplificada, o que torna a experiência muito mais acessível. E não estou falando que o jogo é menos denso ou tem menos camadas, mas a curva de aprendizagem aqui é muito mais rápida. Tivemos uma melhoria neste sentido em Rise, mas o último jogo “grande” da franquia foi o World (inclusive, o mais vendido da história da Capcom), e neste jogo, demora muito para conseguirmos pegar o ritmo do jogo.
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Audiência antiga x nova
Essa facilidade maior do jogo possibilita muito novos jogadores, porém, tudo sempre tem dois lados. Ao mesmo tempo que o jogo se torna mais atraente, quem é fã antigo pode se sentir lesados, de certa forma. Para dar um exemplo, criar novas armaduras é um ponto essencial para a experiência do jogo, e para fabricá-las, precisamos farmar itens, que geralmente vem por meio dos combates aos monstros.
Em jogo anteriores, as vezes, tínhamos que enfrentar o mesmo monstro repetidas vezes até conseguirmos um determinado item. Em Monster Hunter Wilds, se olharmos nas informações da caça, podemos ver exatamente os itens que vamos conseguir. É uma facilidade bem-vinda, mas que entendo quem reclama, pois, depois de tantos anos, algumas coisas acabam se tornando tradicionais. E isso ocorre para algumas outras coisas.
Vamos ao jogo então…
Bom, se você se atentar ao nome da franquia, Monster Hunter, é meio fácil de entender do que se trata o jogo, não é mesmo? Mas caso não, explico com todo prazer! Monster Hunter Wilds é um jogo no qual atuamos como um caçador, e cada uma das missões do jogo, em 98% das vezes, vamos caçar algum monstro.
Devido a longevidade da franquia, muitos dos monstros que vemos são repetidos, mas apesar disso, sempre muito divertidos de enfrentar. Mas cada novo jogo nos trazer novas monstros, grandes ou pequenos, geralmente um novo enredo também. Porém, o foco sempre é da jogabilidade, mas, para minha surpresa, Monster Hunter Wilds tem um foco muito bem-vindo na campanha.
Verdadeiramente cinematográfico
Fiquei, por muitas vezes, muito animado enquanto jogava devido os diversos momentos épicos que o jogo me proporcionou. Lutas contra monstros inacreditáveis, em cenários incríveis e tudo mais, e tudo isso elevado exponencialmente com os diversos enquadramentos que as custcenes nos entregavam.
Creio que esta é a melhor história de um jogo principal da franquia, com algumas reviravoltas interessantes, momentos épicos, personagens bem escritos, um bom desenvolvimento, e é claro, monstros incríveis. Pela primeira vez, temos uma campanha propriamente dita, e é claro, um end-game igualmente interessante.
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Como o jogo funciona?
Monster Hunter é muito baseado nos combates contra os monstros, e para isso, temos uma grande variedade de armas disponíveis em nosso arsenal. Cada uma delas é bem diferente, entre si, inclusive, a jogabilidade muda completamente de uma para outros, incluindo até mesmo os botões que utilizamos para dar golpes, combos e tal.
Wilds mantém os elementos de RPG da franquia, então frequentemente teremos que criar armas mais poderosas, armaduras mais resistentes, criar poções, armadilhas, entre diversas outras coisas, para enfim derrotarmos até a mais poderosa das criaturas.
Acessibilidade novamente
Temos de volta os elementos de investigação, que também sempre fizeram parte da franquia, e nestes casos, temos também uma facilidade maior pois nestes momentos, o jogo tende a ficar mais linear. Nós estamos sempre sendo levados ao caminho do nosso objetivo, sem a necessidade de uma busca mais complexa.
Em determinados momentos, o jogo vai sim nos fazer procurar coisas no mapa mais “aberto”, mas isso acontece poucas vezes na campanha, e nos serviços opcionais, podem acontecer caso você queria, pois sempre é possível seguir com o início rápido, que já nos deixa de cara com o objetivo.
É difícil?
No decorrer de Monster Hunter Wilds, vamos enfrentar as mais diversas criaturas, cada uma com sua própria variação de ataques, fraquezas, entre outras coisas. E é bom sempre ficarmos de olho em melhorias para nossas armas e armadura, pois existem alguns combates que tendem a ser bem mais difíceis, com algumas criaturas chegando a serem apelonas.
Mas a dificuldade pode ser contornada aqui, como em outros jogos, por meio do bom e velho SOS. Caso não saiba, por meio dele, podemos pedir ajuda de outros jogadores e até de NPCs. Podemos ter ajuda de até três outros caçadores, e em um combate 4×1, as lutas se tornam bem mais fáceis, não é mesmo?
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Um mundo vivo
Nos mapas do jogo, encontramos uma grande variedade de monstros, alguns hostis e outros não, e é muito interessante ver como eles vivem e interagem nos seus ecossistemas. Existem muitos monstros territoriais, que se tiverem seus espaços invadidos por outros monstros, vão revidar, e isso nos entrega a lutas incríveis que podemos admirar.
Tanto a fauna quanto a flora de Monster Hunter Wilds são muito bem desenvolvidas, nos trazendo sempre a sensação de o mundo estar vivo. A Capcom conseguiu fazer um ótimo trabalho por aqui, como tem sido nos últimos jogos, mas em Wilds, eles conseguiram se superar, sem dúvidas.
Deslumbrante
O visual deste jogo é no mínimo sensacional, novamente, o melhor em comparação com os jogos anteriores. Os mapas que temos aqui são muito bem trabalhados, bem densos, cheios de elementos e cheios de vida, e bem mais abertos do que os que vimos em jogos anteriores.
Cada um dos biomas é único, e cada um deles é muito característico, seja em relação ao seu visual quando aos habitantes nativos deles. O ciclo de dia e noite transforma tudo e o mundo também reage as criaturas que estão nele, e novamente, nos trazem momentos de tirar o fôlego. Inclusive, um mesmo mapa pode ficar totalmente diferente no decorrer do jogo, e isso é bem impressionante, devo admitir.
Afinal, vale a pena?
Bom, além do problema de performance citado lá em cima, que novamente, eu não presenciei, não existem muito pontos negativos em relação a Monster Hunter Wilds. E só isso já serve para mostrar o como este jogo é competente em tudo o que ele propõe, mesmo que um pouco disruptivo também.
De todos os jogos que já joguei este ano, Monster Hunter Wilds é o meu jogo do ano, e isso significa muito se levarmos em consideração a quantidade de bons jogos que vem saindo. Para mim, este é o ápice da franquia e o melhor jogo da história dele, e todo sucesso que ele vem tendo é totalmente merecido.
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